Torcida do Bahia se revolta com visibilidade no Allianz e estuda processo
13/08/2019 17:56 Fonte UOL

Já não é mais nenhuma novidade ouvir que vão ao Allianz Parque e têm dificuldades para acompanhar a partida por causa da rede de proteção instalada no setor. A última vítima da má visibilidade no estádio foi a torcida do , que não pôde acompanhar com todos os detalhes o com o atual vice-líder do , no domingo (11).

Segundo o , a rede é uma exigência da Polícia Militar, que consta no laudo de segurança do estádio para evitar que objetos sejam arremessados no campo ou no andar de baixo das arquibancadas.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo foi procurada pelo para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

A reportagem conversou com André Lessa, de 34 anos, um dos torcedores do Bahia que compareceram ao Allianz Parque após pagar R$ 110 por um ingresso para o setor de visitante. Um grupo de aficionados procurou a Polícia Militar e a Ouvidoria, para ao menos obter o dinheiro de volta, mas não teve sucesso.

"No primeiro tempo, não dava para ver absolutamente nada. Você tinha que encostar a cara na tela para poder assistir. Inacreditável. Era surreal. Reclamamos com a Polícia, disseram que em todo jogo é assim... Eu levantei com um colega e falei: 'Vamos pegar o dinheiro de volta e assistir num bar, porque desse jeito não dá'. E o ingresso foi R$ 110", disse ao .

Agora, André e mais um grupo de torcedores do Bahia - incluindo a Embaixada Tricolor de São Paulo - estudam entrar com um processo contra o Palmeiras.

"A gente foi na Ouvidoria e disseram que a política deles é não devolver o ingresso, e que a rede é para evitar que se joguem objetos. E falaram um monte de mentira, que todo estádio de São Paulo é assim. Eu já fui ao Morumbi, ao Pacaembu, ao Itaquerão, e não tem nada disso. Trataram a gente com desdém. E eu só fui à Ouvidoria para ter uma prova para um processo", disse.

"Eu me senti como um animal isolado, no zoológico. Sem ver nada e isolado. Foi o ingresso mais caro que eu já paguei para ter essa experiência como torcedor", acrescentou.

Diego Tavares, de 37 anos, viajou de Salvador a São Paulo só para acompanhar a partida. E crava: foi a pior experiência que teve como torcedor do Bahia em estádios do Brasil.

"Foi uma péssima experiência. Eu, sempre que posso, costumo ir a alguns jogos do Bahia pelo país. E te digo seguramente que foi a pior experiência que tive em estádio. Nunca vi nada parecido em nenhum estádio do Brasil", disse.

"A tela, juntamente com o sol, impossibilita a visão quase que 100% do campo. Alegaram que a tela foi colocada por segurança, para não jogarem objetivos na torcida embaixo. Mas ninguém é animal selvagem para ficar em tela. Aqui na Arena Fonte Nova mesmo, não tem tela, o Bahia disponibiliza segurança, através de policial, e isolando as primeiras cadeiras do setor. Simples assim", acrescentou o torcedor, que ainda fez críticas à polícia de São Paulo.

"Agora, se a PM de São Paulo não quer ter trabalho, aí prejudica o torcedor visitante, que paga caro... Isso tem que ser analisado", argumentou.

Boa parte dos torcedores perderam boa parte do primeiro tempo enquanto argumentavam com policiais e reclamavam na Ouvidoria. Mas não teve jeito.

"Perdi o primeiro tempo quase todo, tentando preencher a reclamação. Saí de Salvador, deixei meu pai em pleno Dia dos Pais para ir ver meu Bahia, e mesmo com o bom resultado do time, saí revoltado do estádio", completou Diego.

Também procurado pela reportagem do , o Bahia disse que acompanha o assunto, mas que não irá se pronunciar.

Em texto publicado ontem (12), o aborda a questão e diz que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pode vir a .

"Lei Pelé e Estatuto do Torcedor garantem direitos a ele [torcedor], que por força da lei é equiparado ao consumidor, com todas as garantias estabelecidas também pelo Código de Defesa do Consumidor. Quando se vai a um estádio, ninguém imagina ter que assistir a um jogo tendo uma tela na sua frente. Ainda mais quando essa tela só é colocada para a torcida visitante. Ou seja, torcedor do clube tem uma visão melhor da partida do que torcedor visitante", diz trecho do texto.

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