Odair e Tiago Nunes estreiam em final nacional por novo status na carreira
11/09/2019 04:00 Fonte UOL

Odair Hellmann e Tiago Nunes disputam suas primeiras finais nacionais na . O jogo das 21h30 (de Brasília), de hoje (11), marca o início da definição do campeão de 2019 do torneio, entre e , e pode marcar um novo status na carreira do vencedor.

Tanto o treinador do Internacional quanto o do Athletico Paranaense são considerados emergentes no cenário do futebol. Ambos possuem trabalhos consolidados em seus clubes, mas ainda estão rompendo barreiras no país.

Odair assumiu o Inter nos jogos finais da Série B de 2017. Foi com ele no comando, ainda como interino, que o time voltou à primeira divisão. Efetivado para o início de 2018, ele vem quebrando recordes no clube. Já é o mais longevo desde a década de 70.

O trabalho é referendado por números. Um aproveitamento que beira os 80% em casa, 62% no total do trabalho, com média superior neste ano: 65%. São 108 jogos ao todo, com 59 vitórias, 25 empates e 25 derrotas. Além dos números, tem uma ideia de time bem estabelecida, com padrão que há tempo a torcida não via e o respeito dos jogadores.

Falta, porém, o título. Odair conseguiu levar à final do Gauchão deste ano, mas acabou derrotado nos pênaltis pelo Grêmio após dois empates. Foi terceiro colocado no Brasileiro passado e acabou eliminado da Libertadores pelo Flamengo neste ano. A Copa do Brasil surge como primeira decisão no âmbito nacional e a expectativa de consagrar esse trabalho.

Se Nelson Rodrigues defendia que "toda unanimidade é burra", a torcida do Athletico protagoniza uma contradição: Tiago Nunes é unanimidade e nunca foi chamado de burro. Pudera: assumiu o time principal depois de levantar o título de campeão paranaense com um time sub-23 e tirou a equipe da zona de rebaixamento do Brasileirão para um sétimo lugar no ano passado. Mas o especial, mesmo, foi conquistar o título da Copa Sul-Americana.

Neste ano já conquistou a Copa Levain, antiga Copa Suruga, que é uma disputa intercontinental envolvendo um representante da Conmebol e um da JLeague japonesa. Agora chegou à decisão da Copa do Brasil, com a chance inédita de um título nacional - que seria o primeiro do clube após 18 anos.

Se Odair ainda não consagrou seu trabalho com uma taça, Tiago tem três, mas também foi derrotado em testes mais fortes. Perdeu a Recopa para o River Plate e acabou eliminado da Libertadores para o Boca Juniors. A Copa do Brasil, então, é a chance de o técnico - e, por que não, do próprio clube - de fixar de vez seu nome entre os maiores no futebol brasileiro. O Furacão foi campeão brasileiro em 2001, diante do São Caetano, com Geninho no banco. Desde então foi superado em disputas com Santos (Brasileiro 2004), São Paulo (Libertadores 2005) e Flamengo (Copa do Brasil 2013). Diante do Inter, surge uma nova chance.

Se Tiago tem a confiança da torcida desde que pegou o time principal e conseguiu ótimo desempenho, o mesmo demorou a acontecer junto à diretoria - leia-se o presidente do Conselho e liderança eminente do Athletico, Mario Celso Petraglia. Fã do trabalho de Fernando Diniz, Petraglia relutou em demitir o agora ex-técnico do Fluminense, colocou seu cargo à disposição e, convencido do contrário por pares da diretoria (entre eles o presidente-gestor, Luiz Sallim Emed), apostou em Nunes após uma negativa de Dorival Junior. Ainda assim, manteve Diniz sob contrato até liberá-lo ao Flu. Uma sombra constante.

Apesar dos 39 anos, Tiago Nunes gosta de dizer que tem carreira longa, no interior do Brasil. Campeão acreano em 2010 pelo Rio Branco, Nunes começou no São Luiz de Ijuí-RS em 2005 e já ganhou a divisão de acesso do Gauchão. Levantou ainda o Estadual do Mato Grosso pelo Luverdense (2009), rodou por clubes menores gaúchos até passar pela base do Grêmio e chegar ao Furacão. Tem o desejo de trabalhar fora do Brasil e mede seus passos: convidado pelo Atlético-MG para assumir a cadeira deixada por Levir Culpi em Junho, agradeceu e recusou.

É aí que sua trajetória difere de Odair. O treinador do Internacional tem sua experiência toda concentrada no clube de Porto Alegre. Auxiliar técnico nas categorias de base, foi chamado por Dunga para a comissão técnica permanente do time principal em 2013. Chegou a assumir o time interinamente algumas vezes entre 2016 e 2017. Se não tem títulos com o Colorado, conseguiu uma medalha de ouro importante fora. Odair foi auxiliar técnico de Rogério Micale na conquista dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

11/09/2019 (quarta-feira), às 21h30 (Brasília): Arena da Baixada, em Curitiba (PR): Raphael Claus (SP): Rodrigo Figueiredo Corrêa (RJ) e Neuza Inês Back (SP): Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP): Santos; Khellven (Jonathan), Robson Bambu, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington, Bruno Guimarães e Léo Cittadini (Marcelo Cirino); Nikão, Rony e Marco Ruben: Tiago Nunes: Marcelo Lomba; Bruno, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso, Edenílson, Patrick, D'Alessandro e Nico López; Paolo Guerrero.: Odair Hellmann

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