Como cartola de apenas 29 anos encara críticas e lidera negociações do SPFC
15/05/2019 04:00 Fonte UOL

No desde o fim de 2014, quando foi contratado pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar para trabalhar no jurídico do departamento de futebol, Alexandre Pássaro concedeu uma entrevista pela primeira vez. Ao , contou como se tornou gerente-executivo de um grande clube mesmo tão jovem - tem 29 anos e está desde o fim de 2017 nesse cargo. Mesmo precoce, o cartola precoce é quem comanda as principais negociações por reforços e manutenções de estrelas do time. Ele ainda explicou como encarou e tenta ajudar o Tricolor a se profissionalizar em uma gestão também criticada, comandada por Carlos Augusto de Barros e Silva.

Pássaro ganhou força assim que Raí assumiu como diretor-executivo de futebol. Desde o último ano, passou a atuar de forma mais intensa nas negociações. Suas cláusulas e bônus em contratos de vendas futuras ganharam fama no clube por renderem retorno financeiro a longo prazo, como aconteceu recentemente com Thiago Mendes e Militão. O vasto currículo acadêmico e o sucesso nas contratações de Pablo, Hernanes, e , também. Mas ainda há que desconfie e cobre o dirigente pela chegada de reforços como Everton Felipe e Willian Farias, vistas como sem necessidade, e por quase nunca se expor na imprensa.

Agora, Pássaro também precisa encarar pressão para segurar as promessas lançadas pelo São Paulo nos últimos meses. , Luan, Liziero, Igor Gomes, Helinho, , Antony... Todos são frequentemente colocados na mira de equipes estrangeiras, que já fazem sondagens aos agentes dos atletas. Mas, se depender do executivo, em 2019 nenhum deles deixará o Tricolor.

"Do atual elenco ninguém recebeu proposta de fato, . E nunca sabemos se é real, de fato. Não falamos com ninguém diretamente. É sempre empresário avisando que tem clube interessado, clube pensando. Mas a gente não deixa chegar ao ponto final. Pela experiência que temos, quando começa muita coisa assim é porque tem realmente clube atrás. Só o que posso falar é que, para todas essas tentativas de conversa, fechamos as portas. Querem uma reunião para falar sobre um dos meninos? Ok, mas nós não queremos. A gente tem trabalhado para fechar as portas nesse sentido, para que não cresça esse interesse no momento importante que os meninos vivem", explica o dirigente.

Há, no entanto, uma peça importante para o elenco e querida pela torcida que pode tomar outro rumo neste ano. O zagueiro Robert Arboleda e que, aos 27 anos, o tempo está ficando curto para conseguir uma transferência para um clube de bom nível. Pássaro respeita o pensamento do equatoriano, a quem é grato principalmente pela resposta rápida durante a briga contra o rebaixamento no de 2017, e admite que existe o risco de perdê-lo na , no meio do ano.

"A gente não sabe se ele vai sair ou não. Mas sabe que ele será assediado no mercado. É um jogador que expõe para a gente a gratidão pelo São Paulo, por tudo o que o clube fez para ele e para a vida dele. A gratidão pela torcida. Mas, por outro lado, nos expõe também o desejo de poder jogar na Europa um dia, já tem 27 anos, vive um bom momento, está na seleção. Cabe a nós entender nossa necessidade e também a vontade do atleta. De um jeito em que a gente possa, ele ficando ou saindo, reconhecer tudo o que ele entrega pelo São Paulo. A entrega, o respeito, a seriedade e todos os momentos que ele viveu. Ele chegou no meio de 2017 e viveu nosso pior momento aqui e foi muito importante desde então", ponderou.

Eu sou um advogado de formação. Minha formação é jurídica. Mas neste ano completo dez anos diretamente dentro do futebol. E eu sempre fiz coisas além do jurídico em todos os lugares por onde passei. Antes de vir para o São Paulo, eu estava no Desportivo Brasil, que é um clube de formação de atletas. Eu era vice-presidente e também advogado. Já fazia uma função de gestão e acumulava o trabalho jurídico, especificamente do futebol. Quando vim para o São Paulo, vim para fazer o jurídico do futebol. Não mais nenhuma função de gestão. Mas, naturalmente, o jurídico do futebol já cria determinadas necessidades de fazer a gestão. E com o passar do tempo também fui ganhando essa nova função que tenho hoje, sem ter deixado o jurídico.

Continuo fazendo os contratos do futebol profissional do São Paulo, e acumulo outras coisas. Porque sempre achei e continuo achando que faz todo o sentido (misturar). Eu negocio, a gente define, aprova dentro do São Paulo e na hora de fazer o contrato não teria muita lógica passar a outra pessoa. Lógico que, para isso, tenho uma equipe que me ajuda muito, muitas coisas eles fazem e eu apenas reviso, mas continuo fazendo isso. E fiz alguns cursos para migrar do jurídico para o futebol. Foi muito do que procurei, curso de treinador, de gestor, agora um novo curso (). Sempre estou tentando me aprimorar nessa que não é exatamente a minha formação.

Em 2017 já havia misturado um pouco. Na verdade, o primeiro momento em que faço algum papel de gestão é , dois ou três dias antes da contratação do (técnico Juan Carlos) Osorio. E aí na época fiquei para fazer tudo. Foi antes da chegada do (outro gerente, José Eduardo) Chimello, e fiquei nesse hiato. Depois do Chimello, voltou o Gustavo e veio o Marco Aurélio (Cunha) em 2016. Termina o ano e ele volta para a CBF (coordenação das seleções femininas). Aí ficaram quatro meses abertos antes da eleição, antes do Vinicius Pinotti assumir como diretor-executivo, quando também fiz um pouquinho de gestão ali.

A avaliação do meu trabalho acho que não sou eu quem deva fazer. O próprio São Paulo tem pessoas competentes para isso e eles acabaram me avaliando nesse tempo. Eu me avalio pelo meu esforço e dedicação para fazer o melhor pelo São Paulo. . Antes existia uma estrutura mais política, que fazia com que passasse mais gente (vice-presidente de futebol e diretor de futebol). E também tive alguns chefes profissionais, como Gustavo, Marco Aurélio, Chimello, Vinicius, agora o Raí. Já trabalhei com dois presidentes. Então, quando soma tudo, já tive acho que 15 chefes. E sempre trabalhei bem com todos eles.

Nunca me preocupei de ter uma limpa no São Paulo e eu ser atingido por isso. Eu sempre me preocupei com o bem do São Paulo. E, pensando nisso, me incomodava muito, no segundo semestre do meu primeiro ano, em 2015, ver o rumo que o São Paulo estava tomando. Não estava feliz naquele momento por tudo o que estava acontecendo. Naquele momento, um pouquinho antes da , eu já tinha decidido até sair do São Paulo. Mas quando houve toda a mudança, toda a reestruturação, eu fiquei. E três ou quatro meses depois, o Leco me chamou e disse que, embora eu tivesse chegado na outra gestão, ele tinha observado meu trabalho, tirado referências e que gostaria de que eu continuasse. Nunca tive qualquer receio em sair por ser da outra gestão. Meu receio sempre foi se o São Paulo estava sendo administrado e cuidado da forma como deveria ser.

Do Rogério, do Raí e de todos outros que trabalhei, inclusive treinadores, como é agora com Cuca e (o coordenador técnico Vagner) Mancini. Isso é um termômetro dessa relação. Se pensar nessas grandes figuras, mais especificamente essas duas que você citou, imagino que eles já tenham visto de tudo no futebol. Já conviveram com as mais diversas pessoas, personalidades e momentos. E quando você tem a confiança de figuras como esses, eu acho que te dá uma credibilidade e uma confiança muito grande para seguir trabalhando. Provavelmente eles enxergam em mim um perfil daquele que combina com o que eles gostam, querem e procuraram ao longo das carreiras deles.

Eu acho que quando a gente fala de futebol, o sucesso está sempre atrelado a vitórias e conquistas. O sucesso está aí. Então o ponto final é esse. Mas para isso é preciso estruturar uma série de coisas antes. Ter o clube equilibrado financeiramente, ter um time competitivo, uma estrutura profissional ao teu redor, embaixo e em cima. Criar um ambiente profissional é o que um executivo de futebol deve buscar hoje em dia. E, hoje, em 2019, eu encontro tudo isso no São Paulo. Você não consegue mudar as coisas de uma hora para outra, construir as coisas de uma hora para outra. Mas o sucesso está muito atrelado a isso, a equilíbrio, profissionalização, boas práticas, estruturação. Mas lógico que o fim que todo mundo quer e mede todo seu sucesso é conquistar títulos, vencer. Isso precisa vir junto de todos os outros sucessos, coisas que já tivemos naturalmente ao longo do caminho (no São Paulo). Mas ainda é preciso terminar com uma conquista.

A grande dificuldade do dirigente é a instabilidade do futebol brasileiro como um todo. Não de um clube ou outro. Vou te dar um exemplo. Você contrata um jogador e assina contrato longo, o que quer dizer que seu projeto para ele é um período grande tempo. Só que no fim você não tem aquele tempo todo para ele, para o treinador, para o próprio diretor. O imediatismo que o futebol brasileiro vive, em que todos os times precisam ganhar todos os jogos, embora um jogue contra o outro, é algo que acaba causando o maior desgaste e toda essa interrupção de trabalho.

Profissionalizando cada vez mais. Acho que a gente está seguindo um caminho de melhora. Talvez não na velocidade que gostaríamos, mas o caminho está traçado. O Campeonato Brasileiro, por exemplo, está cada vez melhor. As relações entre clubes, empresários e jogadores estão cada vez mais profissionais e regulamentadas, o que é muito importante. As relações entre clubes, de presidente para presidente, estão cada vez mais unidas e profissionais. Hoje em dia tem sido muito mais natural encontrar do outro lado da mesa um executivo, um diretor profissional, que estuda e vive isso, diferente do que era antigamente. O caminho é esse e os clubes estão se modificando para isso.

Sempre a gente tem. Dentro de campo é sempre competir no melhor nível possível, com o melhor futebol possível, que mais agrade o torcedor. Esse é nosso objetivo final, para dentro de campo. Fora de campo, logicamente temos sempre grandes metas e vontade de modificar muitas coisas, mas já vejo o São Paulo muito nesse caminho. Nossas relações internas no clube estão cada vez mais profissionais, melhores. Temos uma diretoria, não só de futebol, que nos apoia de fato, assim como o futebol apoia as outras. Existem reuniões semanais, controle de orçamento, auditoria, um monte de ferramentas dentro da gestão que te fazem acreditar que, definitivamente, essa gestão profissional vai render resultados dentro de campo. É o sonho de todos.

Muito diferente. Muito diferente. A diferença é gigantesca estruturalmente. Política, de funcionários, de quem dirige o clube. Como também do lado de fora. Nossas relações com CBF, FPF, Fifa, empresários e outros clubes, com treinadores, estão cada vez mais profissionais. A diferença já é muito grande, em pouco tempo. Eu cheguei de um clube que já era estritamente profissional e empresarial, que era o Desportivo Brasil. Tinha dono e precisávamos apresentar resultados no fim do ano. Então, quando cheguei ao São Paulo, logicamente foi uma diferença muito grande. E hoje vejo a gente já muito mais próximo desse tipo de gestão empresarial, que é praticado no mundo inteiro, do que nos primeiros anos.

Eu acho que , foi muito emblemática nesse sentido, porque a gente tinha muito pouco tempo para o fechamento da janela, o fuso horário atrapalhando e o São Paulo vivia um momento muito delicado. Além disso, a negociação foi exitosa, sem ninguém ficar sabendo. Chegou no dia do fechamento da janela, teve um resultado importante para um momento tão delicado. A negociação em si termina quando o jogador se apresenta. Depois a gente vai para outro tipo de gestão. Dele dentro do elenco, do time, para o cenário de fora. Mas falando nisso, do ato da contratação, essa do Hernanes, pela forma como foi conduzida, pela surpresa absoluta para todo mundo do anúncio logo cedo, a chegada dele pelo que simbolizava, foi a mais emblemática para mim nesse período em que estou no São Paulo.

Talvez utilize a mesma transferência do Hernanes como exemplo. Naquele momento a gente gostaria de ficar com ele por pelo menos um ano. E os chineses só queriam emprestá-lo por seis meses. A gente tinha muita expectativa do que ele poderia fazer e que aqueles seis meses pediriam mais tempo com ele. Mas eles só aceitavam mesmo negociar por seis meses, até porque o calendário lá é igual ao nosso, então queriam contar com ele na pré-temporada. A gente conseguiu o empréstimo de um ano, mas com a cláusula de pedido de volta. Porque tinha a chance de não pedirem de volta. Mas, no fim, depois daquele semestre incrível que o Hernanes teve. Então, nessa negociação, por mais bem-sucedida que tenha sido, foi frustrada porque queríamos ter ficado com ele por mais tempo. Isso foi compensado com .

Explicando negociações em geral, e que englobam essas duas citadas por você, é importante dizer que eu não chego com o jogador a tira-colo. O processo de decisão de uma contratação envolve muito mais gente. Inicia com treinador, com análise de desempenho. Depois esse nome é analisado mais profundamente, buscamos referências, olhamos números, dados estatísticos... Aí vamos entender o negócio, quanto custaria, qual o salário pretendido e quem é o empresário. E depois vem o processo de aprovação interna no clube com outros órgãos, como financeiro, presidência e quem mais precisar envolver. Só aí uma negociação começa de fato ou é concretizada. Então, eu sou hoje o executor e condutor desse processo, mas nunca defino quem é ou não é contratado.

Agora, é bom destacar que elas são sempre assinadas pelo presidente, mais dois diretores e revisadas por vários conselhos internos do clube. E são feitas de um jeito que sempre busca o melhor para o São Paulo. Se há uma decepção depois que o jogador joga é porque num primeiro momento é difícil prever o rendimento em campo. Podemos pegar exemplos de vizinhos nossos ou de campeões da . Sempre vai ter um jogador abaixo do desejado. Isso entra na história do imediatismo.

Se a gente pegar o caso do Everton Felipe, é importante lembrar que o São Paulo venceu a concorrência de Flamengo e Cruzeiro no ano passado, em um momento em que a gente entendia que era preciso reforçar o time na reta final do Campeonato Brasileiro (). Ele não foi bem aceito, talvez por ser menino, por vir de uma realidade totalmente diferente, e não conseguiu se adaptar. Começou este ano muito mal, mas foi extremamente importante na fase final do Paulista. E a gente acredita que pode continuar sendo importante no decorrer do nosso projeto. As negociações visam sempre, e isso eu posso garantir, ao melhor para o são Paulo. Então elas são fechadas no menor valor possível, com o maior benefício possível para o São Paulo. Ainda que esses valores sejam altos numericamente.

Willian tinha mais um ano de contrato com o Vitória, pelo dobro do que ganha aqui. Foi um nome apontado como uma possibilidade dentro da necessidade que a gente tinha, com o Luan na (brasileira sub-20), para se juntar a Hernanes, Pablo, Tiago Volpi, Léo, Igor Vinicius... Entendemos que era uma boa possibilidade, tiramos referências com muitas pessoas, e todos falaram muito bem dele. Principalmente do caráter, da pessoa que é. Ele veio pela metade do valor e com um contrato de um ano. Ou seja, não teve nenhum acréscimo do que tinha no Vitória. Pelo contrário, teve decréscimo pela metade. E ainda na negociação tomamos alguns outros cuidados por ser um negócio de risco para todo mundo. Não pagamos comissão, não pagamos transferência para o Vitória. A gente está muito contente com ele aqui. Embora jogando pouco, confirma tudo aquilo que nos falaram e que buscamos no fim do ano.

A gente sempre toma as medidas necessárias. Mas a gente também não pode usar nossa preocupação e passar por cima do processo de formação que a base conduz muito bem. E na minha opinião faz do melhor jeito dentro do Brasil. O que quero dizer com isso? Para renovar o contrato do Militão enquanto ele ainda estava na base, seria preciso destacá-lo de todo o nível de salário e luvas que existia para a base. Isso poderia machucar nosso processo. Por outro lado, também no caso Militão, a gente teve um sucesso dentro da decisão que ele e o estafe dele tinham tomado ainda em 2016.

Em 2016, ele fica fora da Copinha porque não tinha aceitado assinar o primeiro contrato profissional. Ele foi treinar com o Bauza como ferramenta nossa para assinar esse contrato. E logo depois volta para a base. Ele faria 18 anos em janeiro e estava esperando isso para ficar livre no mercado, sem contrato profissional. Ele não queria assinar com a gente, mas depois a gente o convenceu a fechar por três anos. E foi esse vínculo que duraria até janeiro de 2019. Dentro desse período, no começo do segundo ano de contrato profissional dele, a gente tentava a todo momento e a todo custo renovar e ele nunca quis. E o mais importante de tudo isso para mim, em 2017, que ele começou a jogar e mesmo assim não queria renovar, nós tomamos uma decisão pró-São Paulo, pensando no bem maior que sempre será o São Paulo.

Essa decisão foi mantê-lo jogando, em vez de tirar e voltar para o Cotia, porque naquele momento a gente entendia que era preciso muito mais contar com o benefício esportivo com ele jogando em um momento delicado do time, do que resolver o caso contratual dele, tirar do time e ter um prejuízo maior (rebaixamento) do que tivemos. Ainda assim, no ano passado, com ele já em prazo de pré-contrato e , a gente tinha duas opções. Ele assinar com o Porto naquele momento, a gente não ganhar absolutamente nada e nem ter a garantia de que ele jogaria até o fim do ano. Ele mesmo tinha sinalizado isso. Ou a gente faria uma negociação conseguindo ter o máximo possível.

Hoje a gente consegue computar o Militão como o zagueiro mais bem vendido da história do futebol brasileiro em números líquidos. Dentro desse cenário caótico, é o zagueiro que mais rendeu para um clube brasileiro. Ah, mas o Mina foi vendido mais caro. Foi. Mas foi comprado por um valor e depois, quando foi vendido, ainda tinha um valor para ser repassado ao Santa Fé. Então qual a conta que fazemos? .

Nesta janela, mais especificamente, todo nosso esforço vai ser baseado não só na manutenção dos atletas mais novos, que estão surgindo com importância, mas também em toda essa base de time que vem surgindo e mudando o jeito de enxergarem o São Paulo como equipe. E mais do que isso, a gente acha que, neste momento, o maior ativo que a gente tem nesses jogadores, junto dos , é que os meninos estão felizes em jogar pelo São Paulo e pelo desempenho que o São Paulo tem hoje. Isso é diferente de outras épocas, inclusive dessa citada por você.

Naquele momento, eu já fazia parte e sentia que o jogador não tinha vontade de permanecer no São Paulo. O momento era diferente, a expectativa era diferente, a quantidade de jogos era diferente. Não tinha tanto esforço em ficar. Hoje vemos esses meninos muito satisfeitos de estarem no São Paulo, logicamente que em algum momento eles darão um próximo passo na carreira. mas os vemos mais seguros, tranquilos e felizes de estarem aqui em um time competitivo, que pode brigar por qualquer competição, com clube e diretoria estruturados. Isso hoje é o nosso grande ativo.

Em outras épocas, quando não estávamos tão estruturados assim, tão competitivos e com tão boas perspectivas como hoje, criava-se ali uma necessidade grande de grandes contratações, que acabavam tirando o espaço de meninos que estavam subindo. Não só espaço no elenco, mas a tranquilidade para lançá-los. É difícil colocar no pior momento, poucos dão certo. O Militão passou por isso em um jogo contra o , num domingo, 11h da manhã, com a torcida pedindo o Jucilei no primeiro tempo. No primeiro jogo dele como lateral, contra o na Arena da Baixada, ele escorrega no gol deles e muita gente crava que não daria para ele ser lateral-direito. E hoje ele está aí, vendido para o Real tendo jogado muito nessa posição aqui no São Paulo e no Porto.

Esse imediatismo ia contra o menino que subia, contra o desconhecido que chegava, como o Arboleda. E esses caras não viam mais o São Paulo como perspectiva de carreira, de conquistar algo, de se valorizar. Hoje acho que eles enxergam a gente assim. A maioria de quem sai, e saídas são normais e corriqueiras, sai com o sentimento muito diferente do que víamos tempos atrás. Esse é o caso do Arboleda. O sentimento que o São Paulo como um todo, estrutura, time, treinador, passa para os jogadores hoje é o que dá o tom da ânsia do jogador para sair ou ficar.

Fizemos muitas coisas. Mas destaco como essencial a continuidade de um norte que é o Raí no futebol. O Raí é o primeiro diretor de futebol que vira um ano. Vocês mesmo já noticiaram isso muitas vezes. Então, quando o Raí chegou em dezembro de 2017, ele já pegou muita coisa em andamento, coisas resolvidas, como a cláusula do Hernanes, o Jean, a permanência do Dorival Júnior como treinador. Várias decisões já haviam sido tomadas e ele não estava dentro do processo. A partir do momento em que ele assume o remo e continua até hoje, a gente ganha uma linha de pensamento, um caminho pavimentado, ideias e conduções muito mais claras, lúcidas e com fundamentos muito maiores. A gente melhorou em muita coisa e trabalha muito para ter mais. Eu acho que a permanência de uma figura como a do Raí é muito importante.

Sempre vamos tentar aprimorar e reajustar o planejamento final. Quando precisamos fazer esses ajustes, claro que todos nós acabamos indo contra nossas convicções da virada do ano. Nós confiávamos que daria certo. Mas quando acontece, não podemos nos abraçar ao planejamento inicial esperando que aquilo possa virar de repente. A gente tem que estancar, parar de novo e replanejar. Em todos os lugares isso é feito, inclusive no mundo corporativo, profissional, familiar... Empresas prometem que não vão seguir um caminho e depois voltam atrás quando percebem que podem perder espaço.

A gente fez o melhor para o São Paulo dentro de nossas convicções no início do ano. E a gente tinha convicção do sucesso. Mas, no momento lá atrás também, quando a gente mudou (), a gente também tinha convicção de que nem pré-Libertadores pegaria. Porque a gente era primeiro colocado e terminou o Brasileiro em quinto. Todo o nosso planejamento, que não começa na virada do ano, mas em julho, agosto, estava sendo afetado. Tanto é que minha primeira reunião pelo Pablo foi em agosto do ano passado, quando enfrentamos o Paraná na primeira rodada do segundo turno, em Curitiba. Começamos a definir o ano seguinte ali, baseados nos indicativos que a equipe nos dava. As coisas foram mudando no fim do ano, mesmo com 2019 já um pouco planejado, e começamos a precisar mudar um pouco a rota, corrigir algumas coisas do time.

A questão do segundo volante, , ficou atento a isso, mas entendia que nosso maior esforço deveria estar em outros profissionais, como o Pablo, ou o retorno do Hernanes, que era o que todos, dentro e fora de campo, mais pediam. Ajustes sempre serão feitos. A gente não pode ficar abraçado a uma perspectiva que a gente acha que vai acontecer. A rota precisa ir sendo corrigida. Mas claro que o ideal é fazer menos ajustes, porque isso mostra que seu caminho inicial estava correto.

Saídas e chegadas vão acontecer naturalmente, como é com todo clube grande, em toda janela de transferências. Não tem um clube que saia desse padrão. Não estou querendo dizer que vamos vender jogadores. São saídas. Às vezes um vai para um empréstimo aqui, outro vai ali. Essas paradas servem também para olhar com comissão técnica, presidência e financeiro, como foi até então o ano e como será depois. Neste momento de reavaliação, é natural que jogadores saiam e cheguem. Hoje estamos muito satisfeitos com o elenco que temos. Muito satisfeitos com a comissão técnica. E muito satisfeitos com a expectativa de receitas sem ter que, necessariamente, perder atletas. (o ). Jogadores atingindo metas esportivas, como foi o Thiago Mendes com o Lille indo à Liga dos Campeões. A gente está muito satisfeito com o cenário que está se pintando aí na frente. É claro que se houver a possibilidade de melhorar o time, não vamos medir esforços para isso.

O Fortaleza perdeu para o São Paulo na Arena Castelão, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, no encontro do Tricolor Paulista com o ídolo Rogério Ceni. Mas, mesmo derrotado e recém-chegado à Série A após 13 anos de calvário, o Leão do Pici mostra virtudes que podem servir de aprendizado para o clube do Morumbi e para a maioria dos dirigentes do país.

O São Paulo oficializou na noite de hoje a renovação de contrato do zagueiro Bruno Alves. De acordo com a assessoria pessoal do defensor, ele seguirá no clube paulista até junho de 2023. A negociação entre o departamento de futebol do tricolor e os representantes do atleta já vinha acontecendo nos últimos dias.

Após o trânsito em julgado do recurso do Flamengo contra o Sport sobre o título brasileiro de 1987, com em março a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negando o recurso e dando ganho de causa aos pernambucanos, uma outra polêmica ficou mais perto do fim: a da Taça das Bolinhas. A juíza Cristina de Araújo Goes Lajchter, da 50ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou que a taça, em posse da Caixa Econômica Federal desde 2017, seja devolvida pelo banco para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para que adote "as medidas cabíveis acerca do destino da mencionada taça".

O departamento jurídico do São Paulo obteve uma importante conquista. Ontem, o clube teve uma decisão favorável em segunda instância administrativa em ação que isenta o pagamento de R$ 85 milhões referentes a débitos dos anos de 2012 e 2013 de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), além do recolhimento excepcional do PIS a 1% da folha de salários.

O reencontro do São Paulo com Rogério Ceni rendeu um presente especial para Tiago Volpi. Após a partida do último domingo, válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o goleiro do Tricolor Paulista foi presenteado pelo Mito com um par de luvas personalizadas. Volpi ficou emocionado e resolveu entregar também suas luvas para o técnico do Fortaleza e ídolo do clube do Morumbi.

Bastou a Conmebol divulgar as datas da segunda fase da Copa Sul-Americana para a CBF adaptar seu calendário, reagendar duas partidas do Campeonato Brasileiro e assim 'bagunçar' o calendário do Corinthians nas próximas semanas. No saldo final o Alvinegro teve alteração em quatro partidas seguidas a partir da semana que vem.

A comissão técnica do São Paulo recebeu uma boa notícia. Hoje, no CT da Barra Funda, em recuperação de lesão, Alexandre Pato e Luan iniciaram o processo de transição do Reffis para o gramado. A dupla chegou até a trabalhar com bola e, talvez, possa ser relacionada para o jogo deste domingo, no Morumbi, contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro.

O Comitê Organizador Local da Copa América 2019 e os gestores dos estádios que serão usados pela competição ajustaram hoje (14) o prazo para utilização das instalações antes do início do torneio, em 14 de junho. Em um comunicado oficial, ficou acertado que os clubes envolvidos poderão jogar em casa até o início do próximo mês.

O balanço do São Paulo referente a 2018 mostra que o clube se comprometeu a pagar pouco mais de 28% de intermediação na venda de Éder Militão ao Porto. A fatia é praticamente três vezes superior à norma estabelecida pela agremiação de gastar entre 7% e 10% com comissões para empresários em cada transação.

No mesmo dia em que venceu o Fortaleza pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, uma outra vitória por 1 a 0 deixou o São Paulo feliz ontem. O Lille garantiu vaga na próxima edição da Liga dos Campeões da Europa ao vencer o Bordeaux na rodada 36 do Campeonato Francês e isso vai render cerca de R$ 2,2 milhões para o Tricolor.

O Paris Saint-Germain já trata a negociação de David Neres como uma conversa avançada. O otimismo se deu após o primeiro contato de dirigentes do clube com representantes do jogador brasileiro, segundo apurou o UOL Esporte. A sinalização dos empresários é a de que o Ajax facilitará um acordo, mas a expectativa ainda é a de que outras propostas de times de ponta da Europa apareçam. A lista de interessados que já realizaram contatos até o momento conta também com o Milan, Everton e Atlético de Madri. Os representantes do atacante já têm na agenda para os próximos dias uma reunião em Paris com dirigentes do PSG. O relacionamento entre as partes é avaliado como excelente, já que o clube francês tem no histórico transações com os zagueiros Alex, em 2012, Marquinhos, em 2013, e David Luiz, em 2014, todas conduzidas pelo mesmo grupo que agencia a carreira de David Neres.

A exposição de Sidão após a polêmica premiação de craque da partida entre Santos e Vasco serviu para a categoria mostrar um pouco de união. Durante o dia, goleiro recebeu mensagens dos principais nomes da posição dos últimos anos no Brasil. Titular na Copa de 2002 e ídolo palmeirense, Marcos escreveu ao goleiro em mensagem privada para desejar força.

Mesmo considerado um dos maiores ídolos da história do São Paulo, Rogério Ceni já sofreu com as críticas durante as mais de duas décadas em que defendeu o clube. E lembrou disso para incentivar Sidão, goleiro do Vasco da Gama.

Ao final de quatro rodadas de disputa, Palmeiras, Santos e São Paulo ocupam a primeira, segunda e terceira colocações do Campeonato Brasileiro, respectivamente, todos eles com dez pontos e ainda invictos. O início de competição dos times paulistas surpreende ou já era esperado? Eles têm condições de chegar longe ou são apenas 'cavalos paraguaios'?

O São Paulo já deu início ao trabalho de preparação para a partida contra o Bahia, que será disputada no próximo domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Os jogadores que não começaram os 90 minutos na equipe titular no duelo de ontem, contra o Fortaleza, fizeram exercícios físicos nesta manhã.

Depois de sofrer três gols na partida contra o Santos, Sidão foi eleito o 'Craque do Jogo' na transmissão da TV Globo e passou por uma situação constrangedora ontem (12). Após a polêmica, Alexandre Pato saiu em defesa do goleiro.

Na quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o Árbitro de Vídeo (VAR) voltou a ser bastante utilizado e ajudou a definir jogos da rodada. No fim de semana do Dia das Mães, o recurso ajudou a confirmar gols, marcar pênaltis e, novamente, voltou a ser assunto pela sua demora.

O São Paulo vive boa fase na temporada e está invicto no Campeonato Brasileiro, ocupando a terceira colocação do torneio. Mas diretoria e comissão técnica sabem que o elenco ainda precisa de ajustes. Um deles passa por encontrar um centroavante de ofício.

Afinal, o São Paulo foi rebaixado ou não no Campeonato Paulista de 1990? É provável que todo tricolor diga que não, e que torcedores rivais digam que sim. Mas o que estava previsto no regulamento daquele ano? O blogueiro Juca Kfouri, do UOL Esporte, decidiu entrar em mais uma polêmica discussão.

Diego Lugano define Rogério Ceni como "uma das pessoas mais competitivas e sérias" do futebol. Isso explica a dedicação do técnico em ressaltar o quanto ter deixado o Castelão ontem com uma vitória para o Fortaleza seria importante. Explica por que, pela primeira vez na vida, Ceni reagiu a um gol do São Paulo com um xingamento raivoso. Ninguém duvida desse seu profissionalismo. Mas os olhos também falaram pelo ex-goleiro nos últimos dias.

Rogério Ceni enfrentou o São Paulo pela primeira vez hoje (12) e foi derrotado por 1 a 0, no Castelão. No entanto, o treinador do Fortaleza elogiou muito a homenagem que recebeu das duas torcidas, especialmente a cearense, que defende hoje, e lamentou pelo resultado do jogo.

Os laços entre São Paulo e Rogério Ceni serão eternos, mas, pouco a pouco, Tiago Volpi tem conquistado a torcida tricolor. O goleiro teve outra boa atuação na vitória por 1 a 0 sobre o Fortaleza, time comandado pelo ídolo são-paulino, e foi elogiado por Cuca hoje (12).

Autor do gol da vitória por 1 a 0 do São Paulo sobre o Fortaleza, Hernanes comemorou o resultado de hoje (12) e exaltou o treinador do adversário, que conhece bem. O meio-campista comentou as homenagens das duas torcidas no Castelão ao ídolo tricolor Rogério Ceni. O Profeta ainda citou uma frase do filme "Gladiador".

Fortaleza e São Paulo se enfrentaram no Castelão

O São Paulo venceu o Fortaleza por 1 a 0, hoje, na Arena Castelão, em Fortaleza, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O gol foi marcado pelo meia Hernanes aos 31 minutos do segundo tempo. A partida marcou o primeiro encontro de Rogério Ceni com o tricolor paulista desde que o ex-goleiro deixou o clube em julho de 2017. Ceni foi goleiro do São Paulo por 25 anos e três meses, além de técnico da equipe profissional por oito meses.

Antony deixa no meio para Hudson, que serve Hernanes. O camisa 15 finaliza na saída de Felipe Alves, abrindo o placar no Castelão. Fortaleza 0 x 1 São Paulo

Antes do reencontro histórico com Rogério Ceni, o São Paulo resolveu entregar um presente para o ídolo no vestiário do Castelão na noite de hoje. Hoje técnico do Fortaleza, o ex-goleiro recebeu uma camisa com o número 01 das mãos do meia Hernanes. Os dois ganharam juntos as edições de 2007 e 2008 do Campeonato Brasileiro.

O São Paulo divulgou o time que se reencontrará com Rogério Ceni na noite de hoje (12) em Fortaleza. Cuca apostou em Hudson, Tchê Tchê e Liziero para jogar com o meio campo reforçado no Castelão.

O Flamengo recebeu hoje a Chapecoense pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro 2019 e não decepcionou sua torcida no Maracanã, vencendo por 2 a 1. No entanto, a vitória rubro-negra não foi a única da rodada da competição.

O domingo será especial para os torcedores de Fortaleza e São Paulo. Afinal, as torcidas das duas equipes prometem fazer uma homenagem a Rogério Ceni na Arena Castelão, antes da partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas e quem precisar assistir a esse reencontro de casa? Só um canal vai transmitir o confronto: o Premiere.

Quando Antony nasceu, em 24 de fevereiro de 2000, Rogério Ceni já tinha dez anos de São Paulo, três temporadas e um título como titular e 12 gols marcados. O menino cresceu apaixonado pelo Tricolor, lamentou a aposentadoria do ídolo e hoje à noite poderá vê-lo de perto. A realização de um sonho, ainda que de uma forma nunca imaginada: o Mito será seu rival.

Rogério Ceni chegou apressado a seu escritório no CT Ribamar Bezerra, em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza. Pediu desculpas pelo atraso, esperou alguns ajustes técnicos da reportagem do UOL Esporte e precisou responder: como foi a preparação para um jogo que nunca se imaginou que iria acontecer?

Um episódio curioso marcou a saída do elenco do São Paulo do hotel para o treino na sede do Ceará, em Fortaleza, na tarde de hoje. Torcedores estavam empolgados pedindo fotos e autógrafos quando, já próximo da porta para deixar o lobby, Bruno Alves foi surpreendido por um são-paulino que disse: "Você merece seleção! Você vai ver, vai pra essa Copa América!".

O São Paulo aposta na versatilidade de seu elenco para superar os desfalques neste início do Campeonato Brasileiro. Para o jogo de amanhã, na Arena Castelão, contra o Fortaleza, o técnico Cuca não vai contar com os lesionados Pato, Pablo e Rojas e com o suspenso Gonzalo Carneiro. Ainda em busca de um centroavante fixo, o treinador deve escalar Toró mais uma vez entre os titulares.

O São Paulo enfrentará o Bahia no Morumbi no próximo dia 22, no duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O clube pagará uma multa à Conmebol para atuar em seu estádio, que receberá três partidas da Copa América e será cedido à organização do torneio continental de seleções em seguida. A informação foi divulgada inicialmente pelo Globoesporte.com e confirmada pelo UOL Esporte.

O São Paulo chegou a Fortaleza nas primeiras horas da madrugada de hoje. Mas o horário incomum não impediu que torcedores conseguissem receber a delegação no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Quem se arriscou foi premiado com fotos e autógrafos dos atletas, que saíram da capital paulista na noite de ontem, após treino no CT da Barra Funda.

Vida de goleiro não é fácil. Treina mais do que os jogadores de linha e qualquer falha resulta em um gol adversário. Para quem é responsável por vestir a luva e defender a meta do São Paulo, a situação é ainda mais complicada. Afinal, o arqueiro tem de conviver com a sombra de um dos maiores ídolos do clube, Rogério Ceni, hoje técnico do Fortaleza - o rival do Tricolor paulista, amanhã, na Arena Castelão. Titular no time de Cuca, Tiago Volpi soube conviver com essa pressão.

A quarta rodada do Campeonato Brasileiro começa hoje com três partidas: Fluminense x Botafogo, no Maracanã, Corinthians x Grêmio, em Itaquera, e Goiás x Ceará, no Serra Dourada. Amanhã, Flamengo x Chapecoense, Santos x Vasco, Fortaleza x São Paulo e outras quatro partidas dão sequência à competição nacional.

O São Paulo tem uma partida especial amanhã. Pela primeira vez, o Tricolor paulista vai enfrentar Rogério Ceni. O ex-goleiro, que construiu a sua carreira no clube, comanda o Fortaleza. Válido pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o jogo será realizado amanhã, a partir das 19h, na Arena Castelão, no Ceará. Porém, o treinador Cuca vai ter trabalho para montar a sua equipe.

As próximas seis rodadas da Série A do Campeonato Brasileiro até a parada para a disputa da Copa América não são definitivas para a competição, mas apontam tendências principalmente na parte de cima da tabela. Nos últimos quatro longos períodos sem jogos na era dos pontos corridos, em 2006, 2010, 2014 e 2018, só uma vez o time campeão não estava entre os três melhores antes das "férias forçadas". A exceção é o Palmeiras de Felipão, que saiu da sexta colocação na 12ª rodada - 8 pontos de desvantagem para o então líder Flamengo - para o título no ano passado.

Terceiro maior artilheiro em uma única edição do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos, Borges é só elogios a Muricy Ramalho ao afirmar que não ficou surpreso com a rápida adaptação do ex-chefe à função de comentarista esportivo. Aposentando há cerca de três anos, o ex-atacante criticou, em conversa com o UOL Esporte, a falta de camisas 9 no futebol brasileiro, mas disse acreditar que os experientes Fred e Ricardo Oliveira farão os clubes nacionais a voltar a escalar centroavantes.

O São Paulo tem uma novidade na lista de relacionados para o jogo deste domingo, contra o Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro. Bruno Peres voltou a integrar a delegação do Tricolor paulista. Por opção de Cuca, o lateral direito não havia sido inscrito nas duas partidas anteriores (contra o Goiás e o Flamengo).

O River Plate pagou 1 milhão de dólares (R$ 3,94 milhões) para o São Paulo. O clube argentino tem débitos em relação à contratação de Lucas Pratto, fechada no início do ano passado. No total, a transação foi acertada por 11,5 milhões de euros (R$ 44,3 milhões na cotação da época) - sendo que deste montante 3 milhões ficaram com o Atlético-MG.

O Campeonato Brasileiro de 2019 terá neste final de semana sua quarta rodada, com três jogos no amanhã e sete no domingo. Em toda a rodada, apenas duas partidas serão exibidas pela TV aberta.

O São Paulo já trabalha para manter a sua equipe forte nos próximos anos. Em breve, Bruno Alves vai assinar a sua renovação de contrato com o clube por mais quatro temporadas. O departamento de futebol do clube está em contato com os representantes do jogador para acertar a ampliação do vínculo, que era válido até o fim do ano que vem e deve passar a valer até o encerramento de 2023.

O técnico Cuca confirmou, em coletiva de imprensa nesta tarde no CT da Barra Funda, que o atacante Alexandre Pato e o zagueiro Anderson Martins estão fora da partida entre São Paulo contra o Fortaleza, que será realizada neste domingo, na Arena Castelão.

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